04 18th, 2008

E eu que achei que a vida era de urgências, de âncias e desejos gritantes. Criava (ainda crio) expectativas que me rasgavam por dentro. A vida é de urgência. Mas a vida é de paciência também, de resignação. Resginação, não acomodação! É preciso achar a serenidade que povoa a mesma terra que os desejos gritantes. É importante respirar, saber esperar o momento certo de pular. Do contrário não passaríamos de corpos dilacerados por dentro, sem condições de aproveitar o momento, quando este decidisse chegar.
Mas ainda ansio, ainda desejo ardentemente. Ainda sou urgência dilacerante.

 

Playando: Zeca Baleiro - Balada do Asfalto